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Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

25
Set17

E já foi um ano.

Parece que Setembro se esta a tornar tempo de aniversários, não de nascimentos mas de acontecimentos. 

 

Faz um ano que regressei do Quénia. Não se lembram? Podem ler tudo aqui. Hoje vou fazer a há muito prometida viagem  down memory lane e contar uma estória dessa altura. 

 

Apesar de ter passado a maior parte do tempo em Busia, houve um fim-de-semana que fui à região de Kericho, na locallidade de Koru. Uns vindos de Busia, outros de Nairobi, encontrámo-nos todos na Kweisos House , uma casa colonial construída em 1920. Apesar de providenciarem refeições a um preço extra, permitem que os hóspedes tragam e cozinhem a sua própria comida, o que se torna engraçado e vantajoso quando é um grupo grande. O pessoal de Nairobi tratou de todas as compras porque nós em Busia estávamos com muito limitados. Durante o fim-de-semana aproveitamos o ar tranquilo da montanha e fizemos muitos passeios pela natureza.

Passei uma das tardes a andar a cavalo por entre os montes e as plantações de chá, enquanto outro grupo foi pescar. Jogámos cartas e croquet, conversámos e ficámos a conhecer-nos melhor.  No Domingo, fizemos uma longa caminhada até uma cascata de água fresca, mas verde, onde alguns corajosos tiveram coragem de ir nadar. Ao jantar, fizemos longos churrascos de carne, halloumi e os três mini-peixes que os homens apanharam. Ao pequeno-almoço, deliciei-me com ovos perfeitamente escalfados, pão fresco, compota e queijo francês, o que para vocês pode parecer trivial, mas pão, compota e queijo europeus são relíquias que não se encontram numa cidade rural do Quénia.

 

Por muito que queira nunca vos vou conseguir explicar a felicidade que é conhecer expatriados como nós num local onde tudo é tão diferente. Os ingleses, o australiano, a espanhola e o sul-africano com quem passei este fim-de-semana foram uma lufada de ar fresco no meu coração depois de tantos dias isolada. Foi lindo e eu voltava amanhã, mesmo tendo quase morrido de medo das cobras das plantações de cana de açúcar. 

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