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Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

16
Jul18

Os alarmes de incêndio são como o Pedro

Sabem aquela história do Pedro e do lobo, em que o Pedro tantas vezes mentiu a dizer que vinha um lobo, que quando ele veio mesmo ninguém acreditou? 

 

Aqui em Inglaterra acho que os testes de incêndio tiveram o mesmo efeito na população. Passo a explicar. 

 

Em qualquer edifício comercial e em muitos edifícios residenciais, todas as semanas o alarme de incêndio é testado, à mesma hora e a cada 6 meses é obrigatório fazer-se uma simulação de incêndio. 

 

A isto juntam-se aqueles incidentes em que o alarme de incêndio toca só porque sim e os outros em que toca por uma boa razão, mas um bocadinho exagerado (do género, a panela pegou fogo mas tu apagaste logo e mesmo assim vais ficar sem tímpanos). 

 

Tornou-se tão normal que muita gente (especialmente os mais velhos - shame on you!) já nem sequer se dignam a sair de casa (evacuar) quando o alarme toca. Ou então saem lenta, lentamente. 

 

O resultado é que, um dia que haja um incêndio a sério, daqueles que matam pessoas e nos deixam desalojados, as pessoas vão continuar a tomar o seu pequeno-almoço sossegadas até ser tarde demais. 

 

 

 

**Vejam a primeira parte desta história aqui.**

14
Jul18

Hoje tocou o alarme de incêndio durante 25 minutos

e duas coisas aconteceram:

 

1. Das 100 pessoas que moram neste edifício, penso que apenas 20 se dignaram a evacuar. 

2. Uma das meninas decidiu fazer a sua malinha de viagem antes de deixar o seu apartamento. Não vá o diabo tecê-las. 

 

 Pessoas, os alarmes são chatos e muitas vezes tocam por nada, mas até sabermos que foi um problema técnico, corremos sempre o risco de virar churrasco. Acho que as chaves de casa, o telefone, os sapatos e um trapinho a tapar as mamocas chega perfeitamente.

 

P.S. Foi a primeira vez que o alarme tocou em 3 anos por isso não há desculpas. 

12
Jul18

Sofro por este meu país adotivo

Fiquei triste quando Portugal perdeu com o Uruguai. Mas também fiquei triste ontem quando a Inglaterra perdeu. 

 

Pensei mesmo que era desta que vinha para casa. Depois de quebrarem a maldição dos penalties, pensei mesmo que iam quebrar a maldição das finais. Mas não. Mais uma facada no nosso coração. 

 

Para verem, até terminou a vaga de calor que nos vinha a assolar há mais de um mês e voltou a chuva.

10
Jul18

Música em loop

Tenho um hábito péssimo de envolve obcecar com uma música e ouvi-la em loop, todos os dias, até me passar a toléria. E depois não enjoo, continuo a gostar, só deixo de a ouvir em modo repeat. 

A minha crush que já dura há umas boas semanas é esta música dos Maroon 5. E pior de tudo é que neste caso o videoclip também é incrível e original.  

 

 

 

08
Jul18

Sim, sou feliz.

No seguimento deste post do Triptofano, dei por mim a avaliar a minha definição de felicidade. E cheguei à conclusão que

 

sou feliz, mesmo quando não o estou. 

 

Não, não fiquei maluquinha. Simplesmente acho que ser é diferente de estar.

 

Eu sou feliz porque eu gosto completamente da minha vida. Sonho que algumas coisas sejam diferentes, mas não mudava nada porque sei que estou a ir para onde quero ir e tenho a melhor pessoa do mundo a meu lado para o fazer. Isso é tudo o que verdadeiramente importa. Estou bem resolvida.

 

No entanto não estou feliz todos os dias, nem todas as horas, nem sequer a maior parte dos dias nem a maior parte das horas. Tenho problemas como toda a gente, tenho preguiça, tristeza, desânimo, dores nas costas e nas pernas e nos rins. Sonho com as férias, com a praia, com um abraço apertado quando estou sozinha. Desespero pelo e-mail que demora a chegar e faço planos para o dia em que vou comer melhor, vestir melhor, andar melhor, parecer melhor. 

 

Ser feliz vem de dentro, é um misto de contentamento, aceitação e tranquilidade e pode durar para sempre. Mas querer estar feliz a todos os momentos pode ser meio caminho andado para uma vida de instaisfação e descontentamento. 

06
Jul18

A história da gaivota que aprendeu a voar

O telhado do edifício onde moro é colonizado por uma quantidade infinita de gaivotas, especialmente na primavera e verão quando elas fazem mais ninhos.

Há umas semanas apareceu aqui uma gaivota bebé em muita agonia. Deve ter caído do ninho ou ter sido atirada pelos irmãos. Não sabia voar e por isso ficou no pátio. Os vizinhos levaram-lhe uma manta para ela fazer ninho e eu levei-lhe alguma comida que ela não soube comer. Pensei que iria morrer, abandonada, mas a mãe não a deixou. Todos os dias a mãe vinha alimentá-la e ver se estava tudo bem.  Às vezes até ficavam em "conversa de gaivota", barulho p'ra frente, barulho p'ra trás, um olho na cria cá de baixo o outro nas crias lá de cima. 

Ao fim de uma semana, estava a chegar a casa e vi a bichinha a tentar um voo de meia dúzia de metros, as patas quase não saíam do chão. Mas a verdade é que no dia seguinte ela já não estava cá. Em poucos dias cresceu, aprendeu a voar e fez-se à vida, desafiando a seleção natural forçada que tinha sofrido uns dias antes. 

 

Hoje, estava a chegar a casa quando vi mãe e filha de volta no meu pátio, tranquilas, sem os gritinhos histéricos da semana anterior. A gaivota veio visitar o lugar onde se fez adulta.

03
Jul18

Thriller: Live

Na quinta-feira fomos ver um espetáculo ao teatro, em jeito de despedida antes de mais uma temporada away.

Escolhemos o Thriller: Live, que eu pensava que era um musical com história e tudo como o que fizeram há uns anos com as músicas das Spice Girls, mas não. Foi um concert revue onde a história era mesmo a história musical do Michael Jackson e onde eram apresentadas várias músicas dele a solo e com os The Jackson 5.

 

Em 2h30 só consegui pensar no quão incrível, maravilhoso, à frente do seu tempo, talentoso o Michael Jackson era. E depois fiquei a pensar como é que uma pessoa que aparentemente tem tudo e é tudo, se sente ao mesmo tempo tão incompreendido, deprimido e desencantado com ele próprio.

 

Mas 'bora para assuntos mais leves. Encontrei lá o sósia dele (ou então era mesmo ele como dizem as teorias da conspiração) que dançava de forma in-crí-vel.

 

Só foi uma pena ter sido no dia (e hora) do jogo da inglaterra porque a sala ficou meia vazia e não é nada normal. O teatro aqui está sempre bem recheado e este show só cá esteve 4 dias. 

30
Jun18

Não estou num país tropical mas parece

A sério, não me enganei e não emigrei de repente para as caraíbas deste mundo. Continuo de pé fincado no norte da inglaterra e há sete dias que estão mais de 25 graus. 

 

Mais, segundo a BBC, pelo menos até ao dia 13 de Julho não chove e não desce dos 23ºC (de máxima claro, que isto também não é o Dubai). Acho que nunca tinha visto a meteorologia inglesa prever 0% probabilidade de chuva. Não me esqueci do 1, é mesmo zerinho, redondo. Não vai cair água do céu tão cedo.

 

 

Ao fim de oito anos, temos um verão a sério, com mais de três dias seguidos e eu agora não tenho o que vestir. #firstworldproblems

 

Se calhar está na altura de trocar os lençóis de flanela não?

 

Este tweet faz o sumário do que se passa por aqui. Mas por mim tá tudo bem.

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29
Jun18

Eu nem quero, mas o destino é (sempre) italiano.

 

Apesar das minhas resmunguices daqui, sobrevivemos à date night com classe. Não fomos ao restaurante que queríamos porque estava cheio (), nem à segunda opção, mas a terceira tentativa foi um charme e lá nos arranjaram a única mesa disponível. 

 

Antes disso, tínhamos estado num sítio que gostamos muito, à beira-rio:

IMG_0655.jpg

Como já vem a ser hábito, a escolha (apesar de meia forçada) recaiu num restaurante italiano a que nunca tínhamos ido, mas que nos impressionou porque a comida estava ótima e os empregados eram super simpáticos. 

 

 

IMG_0659.JPG

 

 

27
Jun18

O dia mais bonito da minha última viagem ao Quénia

Apesar de todos os contratempos que tivemos durante o trabalho de campo, conseguimos terminar o trabalho com um dia de antecedência. Por isso, aproveitámos o nosso dia de folga para fazer um passeio de barco até à ilha Wasini.

 

Saímos às 7h30 da manhã com o pequeno-almoço tomado e conduzimos cerca de 75 minutos. A maior parte da viagem foi tranquila, embora os últimos 20 minutos tivessem sido por estradas de terra, cheias de buracos, lombas, mini-lagos e tudo o que possam imaginar.

 

Chegamos cedo, esperamos bastante até que todas as pessoas chegassem e saímos de barco. A viagem demora 1h30 até às ilhas onde se faz o mergulho/snorkelling/chapinhas na água. O barco é velho e cheio de pessoas. Mas quando se chega ao destino e vemos a água tão cristalina, tão bonita, tão pura, tudo vale a pena.

 

Eu fiz snorkelling porque ia voar no dia seguinte de manhã e por isso não podia mergulhar. Fizemos 45 minutos à Porto de snorkelling intensivo. Não acreditam? Pois, acreditem. O barco deixou-nos nos recifes e foi à vida dele. Nós tivemos de dar à barbatana (que é como quem diz pernas porque não tínhamos barbatanas nem pés de pato) até encontrarmos o barco. Não tenho bem a certeza da distância, mas terá sido 1 a 2 Km porque nadamos 45 minutos seguidos sempre a bom ritmo. Pelo caminho, vi peixes de todas as cores e feitios que possam imaginar, anémonas, raias, corais gordos e saudáveis. Só não vi peixes grandes nem moreias. O maior peixe que vi deveria ter cerca de 30cm. Mas aquelas cores, ai as cores.

 

Embarcámos, fomos buscar os mergulhadores e seguimos para a ilha principal (cerca de 1h) para almoçar. Almoçámos peixe grelhado com molho de coco e arroz, também tinha chapati, pasta de chilli, batatas cozidas e um estufado de algas que me surpreendeu pela positiva. Como podem imaginar, tudo muito simples, mas estava bom.

 

Depois de um intervalo pela ilha, regressamos para terra e fomos à nossa vida salgados, cansados e felizes.

 

Vejam o vídeo:

 

 

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