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Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

Ainda me chamam menina

14.12.18, Eu e a Outra

Hoje recebi um email de uma editora muito respeitável a dizer que gostariam que eu e o meu chefe enviássemos o nosso último artigo para publicação num jornal deles. O senhor achou por bem endereçar-me como Miss e ao meu chefe como Dr.

 

Gostava que o senhor editor me explicasse por que raio assumiu que eu sou Miss e não Doctor, mas que o segundo autor é Doctor e não Mr.

 

No mundo da ciência, quando não se sabe assume-se doutor porque a maioria dos primeiros autores dos artigos são doutorados. (ou então vai-se procurar o perfil público da pessoa!) Fazer distinções entre homens e mulheres sem qualquer base para isso fica muitíssimo mal.

 

Podem achar petulância, mas não é porque eu nem ligo muito. Mas a realidade é que nós, mulheres, lutamos constantemente pelo tratamento igual. E vê-se nas pequenas coisas.

É o senhor do bar que chama doutor ao nosso estudante de mestrado, mas que nos diz “ ah, mas a menina tem a licenciatura”. É o segurança que nos assume como estagiárias antes de nos perguntar o nome ou a posição.

 

Fora do trabalho, não me importo que me chamem menina ou me tratem por tu. Mas, no trabalho, seria bom ter o mesmo tratamento que uma pessoa com as mesmas qualificações, só que com mais 10 anos ou um bocado mais de testosterona nas veias. Não é um pedestal, nem paninhos quentes, é respeito igual. E, na dúvida, ser igual para todos é sempre melhor.

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