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Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

Pró-escolha não é Anti-vida

19.05.19, Eu e a Outra

A recente polémicas sobre as leis do aborto em alguns estado dos EUA fizeram-me pensar numa coisa. 

O movimento "pro-life" (pró-vida) é o movimento anti-aborto, ou seja que luta pela penalização criminal das mulheres que abortam.

O movimento "pro-choice" (pró-escolha) é o movimento liberal que defende que a gravidez (e consequentemente a sua interrupção) devem ser escolhas da mulher.

 

A minha questão é a seguinte: Se eu sou contra a penalização do aborto, então sou contra o movimento pró-vida, logo sou anti-vida. Mas isto não faz sentido nenhum porque a gravidez e a sua potencial interrupção não afetam só uma vida. Ser pró-escolha, não é ser anti-vida. É ser a favor da escolha da nossa vida enquanto mulheres e de quando trazer nova vida ao mundo enquanto potenciais mães. 

 

  • Qual é o benefício de continuar com uma gravidez que advém de uma violação? (prevejo trauma para a mãe, trauma para a criança quando souber, estigma da sociedade, etc)
  • Onde está a responsabilidade ao continuar uma gravidez quando a mãe não quer ser mãe, não tem condições psicológicas, económicas e sociais para educar uma criança?
  • Que direito temos de obrigar uma mulher a carregar um bebé durante 9 meses e passar pelo stress físico e emocional do parto quando não o deseja?
  • Onde está a vantagem de trazer uma criança ao mundo com a plena consciência que à nascença a colocaremos no sistema social de acolhimento, onde ficará à deriva à procura de pais que podem nunca chegar, numa instituição, ou a rodar famílias de acolhimento que muitas vezes só o fazem pelo cheque da segurança social ao fim do mês?

 

E não, não sou apologista do aborto leviano nem me vejo a tomar essa decisão neste momento. Mas quem sou eu para decidir sobre a vida das outras pessoas? 

 

E para finalizar, no dia em que os homens engravidarem e tiverem os seus próprios bebés é que vão ter moral e direito para julgar as mulheres que optam ou não por fazê-lo. Até lá, peçam satisfações à Mãe Natureza (ou a Deus, conforme preferirem).  

 

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