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Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

Eu e a Outra

Coisas maravilhosas, coisas assustadoras, viagens exóticas, dia-a-dia monótono, bichinhos tropicais e muito amor. Ponham-se confortáveis que vamos começar.

17
Jun18

Pânicos do primeiro dia

Vou partilhar um excerto do meu diário de bordo da minha atual viagem ao Quénia. Nos primeiros dias escrevo sempre mais, é a minha maneira de me habituar e de racionalizar tudo o que sinto. Este foi o meu primeiro dia. 

 

Acordei às 6h da manhã, tomei o pequeno-almoço e esperei. Éramos para sair às 6h30, depois às 8h30, depois já nem sabíamos se íamos nesse dia. A viagem que nos esperava era de 12h, desde Nairobi até Diani Beach, na parte de sul da costa.

 

Acabei por passar a manhã no escritório a passar todos os ficheiros importantes dos super-computadores para o meu porque disseram-me que não havia Internet em Diani. Eu e a Kawira acabamos por ter de ir de avião porque já não havia lugar no carro para nós. Claro que não nos fizemos de rogadas.

 

Saímos já tarde para o aeroporto e íamos a caminho do aeroporto doméstico quando reparei que o voo era do aeroporto internacional. Estávamos presos no trânsito... Nem para um lado, nem para o outro.

Entrei um bocado em pânico. Rezei, chamei todos os seres de luz que me pudessem salvar e lá cheguei ao aeroporto já depois da hora de fecho do check-in. Aprendi que aqui eles são mais relaxados em relação a isso, mas foi por um triz. Passámos a segurança e já estávamos a embarcar.

 

Chegámos a Diani e a nossa boleia não estava lá. Ainda estavam perdidos no meio do campo, por isso tivemos que nos desenrascar. Os taxistas queriam 1000Ksh (10€) para uma viagem que deve custar 200Ksh (2€). Dissemos que não e fomos a pé pela rua até encontrarmos um tuk-tuk que nos salvasse. Quando chegámos, tomei um banho e fomos ao supermercado. Fiquei com o melhor quarto, cama dupla e bom colchão, com casa-de-banho privada. Mas é tudo sujo. Ainda bem que trouxe chinelos. Tudo isto é carregado de pó, pedrinhas, bichinhos. Mas tenho água quente e uma rede mosquiteira.

 

Já não me lembrava da realidade dos supermercados do Quénia. Trouxe pão de leite e água. Também compramos o nosso jantar, mas para uma vegetariana como eu torna-se muito complicado. Jantei chapati e uma Fanta (já não bebia Fanta desde a última vez que vim para o Quénia). No fim, fomos descansar porque devíamos sair às 7h da manhã no dia seguinte. O pessoal que veio de carro só chegou por volta das 00h30. Agradeci tanto ter vindo de avião, ninguém imagina.

08
Jun18

Quando as necessidades básicas mudam

A primeira coisa que se vê à saído aeroporto em Nairobi são três lojas de operadoras de telecomunicações - aka vendendores de cartões sim com pacotes de internet, chamadas, e tudo o mais.

 

 

A verdade é que a primeira coisa que fiz quando passei a alfândega foi comprar um cartão com 6Gb* internet para o telemóvel - antes de encontrar o taxista que me esperava, antes de beber água, antes de fazer xixi. E o que também é verdade é que mal o cartão foi ativado e eu consegui enviar uma mensagem para casa e receber uma resposta, tudo se tornou mais bonito. 

 

Podem dizer que tenho as prioridades trocadas e que a minha geração está dependente da internet e um monte de outras coisas. Não interessa. O que interessa é que são as mensagens e as chamadas whatsapp, as stories no instagram e a capacidade de receber emails e de aproveitar tempos mortos para trabalhar à distância, que me fazem aguentar a distância, a saudade e todas as peripécias que se vivem quando estamos fora do nosso conforto.

 

Os nossos avós emigrantes passavam meses sem falar para casa e só o faziam por carta. Era uma triste realidade. Nós, felizmente, não temos necessidade disso portanto não vejo razão para sofrer. 

 

 

*Pode parecer exagero, mas não há wireless onde estou por isso o telefone serve também de hotspot quando preciso de receber ou enviar ficheiros pelo computador. 

06
Jun18

Às vezes nem eu me percebo.

Quando falei em “mixed feelings” neste post, disse-o porque provavelmente esta será a minha última viagem de campo dos próximos dois anos e eu não me consigo decidir se estou feliz ou triste com isso. E este sentimento é recorrente.

 

Sempre que vou sozinha em viagens de mais de uma semana nunca sei bem o que sentir. Quando levanto voo toda eu sou uma tristeza só. Não quero ir, não quero ir e não quero ir. Os primeiros dias são estranhos porque tenho saudades de casa e porque estou a conhecer pessoas novas e a habituar-me ao lugar. Depois lá começo a olhar para a frente, o trabalho começa a correr bem e eu ganho ânimo. As semanas do meio são o mais complicado porque o cansaço começa a falar mais alto. A semana do fim é toda ela uma alegria por razões óbvias. 

 

Posto isto, quanto termino o trabalho e regresso a casa, venho num cansaço só, mas toda contente porque me superei, consegui os objectivos e ganhei mais uma experiência. Esta alegria toda mantêm-se ao ponto de continuar a aceitar estes projetos. É como se tivesse memória seletiva e me esquecesse do quanto odeio a viagem de ida e os primeiros dias. Só que o problema não é a memória porque eu lembro-me bem. O problema sou eu que sou parva e por algum motivo acho piada a colocar-me em situações desconfortáveis. Isso e o trabalho. Adoro o trabalho. 

02
Jun18

Packing my bags

Estou a fazer as malas para possivelmente a minha última viagem de trabalho de campo dos próximos dois anos. 

 

~ Mixed Feelings ~

 

Vejam aqui no mapa onde fica o local para onde vou: Shimba Hills National Reserve

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As expectativas estão baixíssimas depois da experiência complicada de Busia. Mas já ouvi dizer que tem praia perto e são apenas 17 dias. Por isso, espero que seja mais agradável. 

 

Wish me luck!

27
Mai18

O voo mais barulhento da história da humanidade

 

Já me tinham falado que os voos de Verão para a costa espanhola eram recheados de personagens dignas de uma comédia de má qualidade. Mas ninguém me tinha avisado que havia concursos para ver quem gritava mais alto. Ao ponto do piloto ameaçar por os barulhentos no olho da rua antes de levantar voo. 

 

Juntaram-se três despedidas de solteira, duas despedidas de solteiro e uma despedida de trabalho (aka festa da reforma). 

 

Nível de chiqueiro: capaz de estourar os tímpanos aos mais sensíveis.

 

 

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19
Abr18

Segredos de viagem: a minha pele

Viajar é ótimo, especialmente quando podemos ir para sítios exóticos, quentes, deslumbrantes...

 

O que não é tão bom é a viagem de avião. Longas horas com ar rarefeito, artificial, ar condicionado forte, pressão diferente. Tudo isso deixa-me com a pele macilenta, seca, triste, muito triste. 

Para combater estes efeitos, costumo viajar sem maquilhagem, abusar no creme, no sérum e no batom do cieiro. Normalmente, levo toalhitas desmaquilhantes e os meus cremes comigo e, quando as portas, fecham começo o meu ritual de limpar a pele e colocar todos os cremes. 

 

MAS ...

 

No Natal a minha mãe ofereceu-me uma máscara nova da Clarins. Eu levei-a nas minhas últimas viagens e tenho-vos a dizer que nunca mais quero outra coisa. Limpo a pele, coloco a máscara (é hidratante por isso é absorvida como se fosse um creme, não ficamos com cara de múmia), ponho o batom e toca a descansar. Se a viagem for de mais de 6 horas, a meio lavo a cara e repito o procedimento. No fim da viagem, retiro tudo de novo e retorno ao meu ritual: sérum, creme de olhos, creme hidratante e batom. 

 

Mesmo na última viagem (que foi de 36 horas!), o meu cérebro estava desfeito, mas a minha pele estava luminosa. 

 

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08
Abr18

E terminou mais uma aventura

Já estou de regresso a Inglaterra e, conforme prometido aqui, deixo-vos a descrição dos meus últimos trinta dias.

 

Estive no interior de São Paulo, numa cidade chamada Jaboticabal. Estive em trabalho, ocupada todos os dias, incluindo fins-de-semana, feriados, aniversário do irmão, avô, marido, da mãe e casamento. (não é exagero, tudo isto aconteceu este mês). Como tal, não deu para conhecer nada para lá desta cidade(zinha) de 70,000 habitantes.

 

No entanto, deu para ter uma visão do dia-a-dia do brasileiro fora do contexto turístico. Deu também para perceber as diferenças de cultura e gastronomia entre o norte e o sul, a costa e o interior.

 

Acima de tudo, deu para perceber que as maiores coisas que os brasileiros têm em comum é a devoção e o gosto pelo barulho (alto, conforme desabafei aqui).

 

Fiquei também escandalizada com as notícias do telejornal, o nível absurdo de corrupção, escândalo político e roubalheira à força toda que se tem passado por aqui, com a diferença de preços de um restaurante comum para um restaurante (mais ou menos) diferenciado. Por exemplo, fui a uma pizzaria com preços semelhantes aos de um bom restaurante italiano em Inglaterra, sendo que o ordenado médio de um trabalhador aqui é de 1000 reais (+/-245 Euros). (é a lei da oferta e da procura, dizem os entendidos).

01
Fev18

Férias, férias, já marquei as férias.

Ainda tenho de esperar até à terceira semana de Agosto, mas já marquei as férias de 2018.

A minha vida é uma incógnita depois de Agosto, mas pelo menos uma semana de paz, sossego e muito amor já ninguém me tira. 

 

Querem saber o destino ? 

 

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MONTENEGRO

 

O plano é simples: um vôo rápido e direto, um estúdio para dois, em frente ao mar, longe da cidade. Duas bicicletas, muito sol, muitos banhos de mar e um grande aniversário para celebrar. O que mais se pode pedir?

 

 

 

09
Dez17

Paris, que cinzento estás

Esta semana tive uma flash trip a Paris para ir a uma conferência. Foi curtinha, mas deu para mata o bichinho das viagens e para me relembrar de como Paris é cinzento.

 

Entrentanto, já voltei para o frio e fui recebida com neve à beira-mar. 

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O Institut Pasteur

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A vista lateral do Petit Palais

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A vista frontal do Petit Palais

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Uma das ruas perpendiculares aos Champs Elisées

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O famoso arco do triunfo às 10h da manhã

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A estação de metro de Charles de Gaulle - Étoile cheia de design futurista

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A vista dos Invalides

 

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